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O homem que virou thinner

Não tem como errar: o químico paulista Adair Pereira Dias é o maior especialista em thinner do Brasil. Há mais de cinquenta anos ele lida com esse produto usado na diluição de tintas e na limpeza pesada em geral. Para se ter uma ideia da sua experiência, Dias foi um dos primeiros no país a manipular, em 1970, um cromatógrafo a gás CG12, aparelho usado para identificar os componentes do thinner. 

Toda essa experiência colabora (e muito) com o sucesso da Dilutec, uma das principais fabricantes brasileiras de thinner. Dias acompanha os fundadores da empresa, Sidney Bottene e Evair Tozzi, desde o primeiro dia – e lá se vão 21 anos. 

Confira, a seguir, algumas de suas dicas.

 

1) Tipos de thinner

Existem os solventes, usados na limpeza de máquinas e equipamentos, e os diluentes, que são misturados às tintas. Conforme a aplicação, ambos têm as suas peculiaridades. Por exemplo, para a limpeza, deve-se levar em conta o equipamento contaminado. Uma formulação convencional pode atacar as peças plásticas, daí são necessários alguns ajustes no thinner. O mesmo acontece com os diluentes de tintas. É necessário analisar primeiro qual é a base, se é uma tinta epóxi, alquídica, poliuretano, etc., para depois determinar qual é o diluente mais adequado.

2) Qualidade

A qualidade do thinner está diretamente ligada ao correto percentual das matérias primas que compõem a sua formulação, como alcoóis, cetonas, glicóis e aromáticos, entre outros. O pulo do gato é formular um thinner que atenda às necessidade de cada cliente, por isso são necessárias tantas formulações diferentes. Na Dilutec, são centenas de formulações desenvolvidas.

3) Erros mais comuns

Um thinner para limpeza usado como diluente de tinta é um erro gravíssimo, pois o etanol (álcool etílico) presente na sua composição provoca uma série de problemas, como o entupimento na linha de pintura. No caso de uma tinta à base de poliuretano, epóxi ou acrílico, por exemplo, o usuário deve limpar a linha com o mesmo diluente usado na tinta. Só depois dessa etapa é que ele pode recorrer a um thinner de limpeza de uso geral.


Os thinners da Dilutec

Além das opções de thinners consideradas standard, a Dilutec produz em Piracicaba (SP) formulações especiais, caso do 2000 G, ideal para a limpeza de roletes, pincéis e demais ferramentas contaminadas com resinas termofixas – poliéster e epóxi, por exemplo. As matérias-primas que compõem o 2000 G garantem uma limpeza perfeita e, diferente dos thinners convencionais, não deixam resíduos que podem comprometer o uso dessas ferramentas posteriormente. 

Já para a aplicação em tintas, a Dilutec conta com produtos específicos para diversos tipos de bases, como poliuretano, epóxi e alquídica – as mais consumidas pelos setores metalúrgico, automotivo e moveleiro, entre outros. São thinners desenvolvidos com princípios ativos que permitem o maior alastramento da tinta e, ao mesmo tempo, melhoram o acabamento do substrato pintado. 

Mais recentemente, a Dilutec também passou a fabricar o Diluclear Machine, thinner para limpeza pesada e lubrificação de máquinas. Serve para limpar equipamentos de aplicação e dosificação automáticos contaminados com tintas, resinas e gelcoats.